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Pedágios de SP estão mais caros a partir deste sábado

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Com novos valores, motorista que quiser descer às praias do Litoral terá de pagar R$ 35,30

Tradicional em todos os anos no período de férias escolares, o reajuste dos valores dos pedágios nas estradas paulistas foi autorizado pela Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo). Os novos valores, publicados nesta sexta-feira (30) no DOU (Diário Oficial da União), começam a vigorar a partir deste sábado, 1º de julho.

A Ecovias, concessionária que administra o SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), responsável pela gestão das estradas que ligam a Capital ao Litoral paulista, além da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Cubatão, informou, por meio de nota, que a tarifa nas praças de pedágio passará de R$ 33,80 para R$ 35,30.

O aumento, de 4,4%, que corresponde a R$ 1,50, segundo a nota, já havia sido definido em contrato e teria levado em consideração o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), um dos indicadores oficiais da inflação no País, e o IGPM (Índice de Preços-Mercado), que mede a movimentação dos preços no País em diversas atividades econômicas. O último reajuste havia ocorrido em 22, no mês de dezembro.

Além da correção pelos índices inflacionários, também foi autorizada alta extraordinária, que acrescentou ao valor mais R$ 0,10. Segundo a Ecovias, o aumento “visa mitigar o impacto de desequilíbrios econômico-financeiros em contratos de delegação de serviços públicos”. Além da correção, também foi autorizado reajuste extraordinário a 10 das 16 empresas, entre elas a Ecovias, que acrescentou na tarifa mais R$ 0,10 centavos por praça de pedágio.

Assim, o pedágio para descer às praias da Baixada Santista permanece como um dos mais caros do Brasil. Se colocado na ponta do lápis, uma pessoa que precise utilizar as rodovias todos os dias úteis, seja por trabalho, passeio ou qualquer outro motivo, vai ter de desembolsar R$ 176,50 por semana. Supondo que o mês tenha quatro semanas, já que, até o fim de 2023, agosto e novembro têm cinco, terá de pagar R$ 706 mensais. 

O último reajuste havia ocorrido em 2022, no mês de dezembro, em 18 concessionárias, e teve como justificativa a reposição das perdas por causa da inflação verificadas no período de 12 meses, entre junho de 2021 e maio do ano passado. Na ocasião, o pedágio do SAI pulou de R$ 30,20 para R$ 33,80. O reajuste do mês de julho, como tradicionalmente ocorre todos os anos, foi congelado como forma de tentar impedir o aumento dos preços, principalmente dos combustíveis.

Os reajustes também serão praticados por outras 15 concessionárias, entre elas a SPMar, que gerencia os trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas.

Como contrapartida, a Ecovias, que administra o SAI já há 25 anos, informa ter investido R$ 8,6 bilhões nas rodovias e cerca de 3 milhões de socorros em pista. “Entre as principais melhorias realizadas pela concessionária, ao longo desse período, estão a pista descendente da Rodovia dos Imigrantes, o anel viário de Cubatão, as obras da nova entrada de Santos, a marginal da Via Anchieta em São Bernardo do Campo, a ampliação da pista Norte da Rodovia dos Imigrantes e o trevo do Riacho Grande (bairro de São Bernardo do Campo)”, informa a nota.  

Os reajustes também serão praticados por outras 15 concessionárias, entre elas a SPMar, que gerencia os trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas, anel viário com aproximadamente 180 quilômetros de extensão no entorno do centro da Grande São Paulo.

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